O artista Alê Jordão nasceu em 1973, em São Paulo (capital). Estudou artes visuais na FAAP na segunda metade dos anos nos anos 90, com Sandra Cinto, Dora Longo Bahia, Paulo Pasta e Nelson Leirner – mestre e principal referência para o artista. Também estudou design de mobiliário na Domus de Milão, escola pioneira na experiência da fusão entre o design, a arquitetura e a arte. Seu trabalho resulta da exploração do campo entre arte e design, entre o objeto escultórico e o funcional.
Jordão inicia sua vida artística profissional em 2001 e através de pesquisa conceitual, de processos e materiais vem desenvolvendo um trabalho interdisciplinar que discute, principalmente, as relações entre espaço, luz e movimento. Em 2003, Jordão iniciou uma série de obras escultóricas produzidas com a reciclagem de lataria de automóveis descartados.
Na sequência, o artista criou séries instigantes, como as “cadeiras e mesas” produzidas com vidro blindado e tiros, além de toda uma praça com mobiliário escultórico reutilizando guard-rails batidos por carros.
A partir de 2006, depois que foi instalada a Lei Cidade Limpa em São Paulo (banindo a publicidade urbana), Jordão iniciou um trabalho focado no neon, material que utiliza para criar esculturas e instalações de grande porte, ajudando a manter oficinas que teriam desaparecido por causa da proibição do uso do neon nas fachadas comerciais.
Quando estamos numa galeria, é tudo branco com arte e isso pode ser chato. Ouse: às vezes é preciso misturar as coisas sem combinar muito mesmo. Veja se a decoração tem seu estilo. Tenha atitude e assuma certas coisas que você gosta (Alê Jordão em entrevista para o UOL).
Projeto: ‘Apraça’ Conjunto Escultórico de Alê Jordão
Exposição permanente em cartaz.
Uma experiência curatorial iniciada em 2016 com a instalação de um conjunto escultórico do artista Alê Jordão, composto por peças de metal que servem de playground para crianças e bancos para o descanso.
A instalação funciona à noite toda com luzes de led programadas para criar sensações de movimento e alimentadas por energia solar. O receptor de energia solar também alimenta um dispositivo com saídas USB para que os visitantes da praça possam recarregar seus celulares.
A praça tem um programa de ações: exposição temporária de poesias urbanas em lambe-lambes; horta com chás e árvores frutíferas; projeções e mappings.
Baixo Ribeiro – curador

Crítica e poesia em neon
O gás neon serve como condutor de poesia nas instalações do artista Alê Jordão. Entre a iluminação dos ambientes e a sinalização dos espaços, o Alê aproveita a memória afetiva que se agrega a cada peça feita com neon.
A memória do consumo e do entretenimento está arraigada à simbologia dos letreiros de neon, assim como sua marca no urbanismo das cidades, onde caracterizou historicamente territórios afetivos pelo mundo todo, como a Times Square e China Town, em Nova Iorque, ou a Liberdade e o Baixo Augusta, em São Paulo.
Conectado às culturas juvenis, o artista frequentemente refere-se ao skate, à sneaker culture, aos lambe-lambes e, em especial, aos stickers, que o inspiraram a criar uma categoria original de adesivagem em escala urbana, os seus mega-stickers.

Currículo Alê Jordão
2002: participou de workshop no Museu do Louvre e de conferência sobre impressionismo e pós-impressionismo no Museu D’orsay, ambos em Paris. No mesmo ano, expõe no Ibrit, em Milão, e nas galerias Palazzo Margutta e Palazzo Barbierini em Roma. Ganhou o prêmio de melhor conceito de arte contemporânea brasileira e de volta ao Brasil realizou exposição no MUBE – SP.
2004: convidado a participar da Casa Cor de São Paulo, na qual fez parte por 7 anos consecutivos. No ano seguinte, volta a Paris para mostra na Galerie Lafayete e passa por Bruxelas, para Expo Brussels.
2007: Casa Cor europeia, em Estocolmo, além do Salon Satélite em Milão.
2008: durante a Green House, expôs na Suécia iniciando uma série de trabalhos intitulados “A Vaca”. O trabalho segue para o Salon de la Societé Nationale dos Beux-Arts, no Carroussel du Louvre.
2009: Milão, Super Studio Piu em abril. No mesmo ano expõe a tela “A vaca no pasto” no Grand Pallais na França, e encerra 2009 apresentando escultura exclusiva para firmar sua segunda participação do Carrousel du Louvre.
2010: exposição de fotos e colagens na Artexpo, em Nova York, além da instalação de releitura da Santa Ceia, em Milão. 2010 termina em novembro, mais uma vez no Grand Pallais, com a obra “Chicken TV”.
2011: Super Studio Piu (Milão, It), com a instalação “Sex & Violence”. Em agosto organiza um coletivo com outros artistas e apresenta trabalhos em espaços como Cartel 011 e Matilha Cultural. Ainda em são paulo, Alê Jordão firma-se também como idealizador cultural de projetos de arte urbana em containers marítimos, realizando o N.A.U. (Núcleo de Arte Urbana) em plena Avenida Paulista.
2012: o ano começa com a colaboração na 3ª Mostra São Paulo de Fotografia, através da série “Parafotografar”, seguido de Milão com a comentada e reconhecida coleção “Cars never die VW”. no segundo semestre, duas exposições em Ibiza: Maison del Elephants e na Artic Blue Gallery. Novembro, Paris – Grand Pallais – com o trabalho “My Bape’, que viaja em seguida para Miami Solo (Miami, EUA) durante o Art Basel Week. O ano termina no MUBE – SP – com a exposição da escultura cristo.
2013: em abril, vem uma nova versão de “Cars never die V-mini” em Piazza dei Mercanti, Milano. Em agosto participa da exposição “Isto é uma mesa” no Museu Nacional do Rio de Janeiro. No mês de setembro, apresenta os best sellers de “Cars never die” para o mercado nacional, numa exposição no Rio de Janeiro, na Memo galeria. Encerrando 2013, participa pela primeira vez, em novembro, na Bienal de Firenze, com trabalho de escultura.
2014: o ano começa com a Bienal de Roma, onde o trabalho “No chair” foi premiado. Também em janeiro participa do “The Wall Ride Project”, com o conceito “Desapego/Trash away” em SP. No Rio de Janeiro participa da exposição “Do Moderno ao Contemporâneo” no Museu Histórico Nacional. Em abril, o artista segue para Milão, com o trabalho de instalação “Cars never die v-3”. Da Itália, segue para Munich, participando pela 2ª vez da Stroke Artfair. Em setembro ArtRio/ida, com a série “The neon traffic dealer”, apresentando em SP, durante a Made, em novembro, o mesmo projeto. Novembro fica por conta da expo “In&Out”, em Los Angeles na galeria Thomas Hayers.
2015: em fevereiro Alê Jordão faz a exposição “Spectrum” para a casa Electrolux em São Paulo. Em março a exposição “Paixão e Compulsão” na Galeria Gabinete D, também em São Paulo. Em abril Milão recebe “The neon traffic dealer, versão overconsumismo” na Università Degli Studi. Participa da SP Arte na Galeria Choque Cultural. Em maio “Secret Love” no MON (Museu Oscar Niemeyer). em junho apresenta o projeto Gigantpgraph no S213. Em julho expõe “Pejo/desejo/pejo” no museu Inimá de Paula em Belo Horizonte. Em agosto participa da DWSP (Design Weekend – SP) apresentando “The neon traffic dealer – shop.a.hol.ic”, obras inéditas em neon sob curadoria de Baixo Ribeiro, na Made – Mercado arte e design de Waldick Jatobá e na Cartel 011 na mostra Zeitgeist sob curadoria de Ricardo Gaiosa. A convite da Universidade de Belas Artes, apresenta palestra sobre arte+moda/moda+arte no BADW (Belas Artes Design Week). Em setembro participa da Arte Rio – ida com a exposição “The neon traffic dealer – shopaholic” com curadoria de Baixo Ribeiro e abre a semana de arte com a exposição “Light my fire”, com curadoria de Marcelo Vasconcellos e Walton Hoffman na Bolsa de Arte do Rio de Janeiro. No mês de outubro inaugura o projeto Metrô Urban Art Gallery a convite do Metrô Rio, na estação General Osório – Ipanema, apresentando a exposição “Gigantograph – cars naval – superstickers”, com coquetel de abertura em 16.10, e que fica exposta até dia 16.11. Curadoria de Baixo Ribeiro e produção de Spray Art.
2016: no início do ano participa do Labcidade com o projeto “Guard rail” na praça de experiências da Vila Madalena, onde é padrinho e idealizador junto com Baixo Ribeiro da Choque Cultural. Na sequência, expõe na SP Arte, pela Choque Cultural, esculturas de neon e série de skates de diferentes materiais como vidro, concreto, madeira – jacarandá. Em Milão, apresenta a série “Super trolleys neon” na tradicional Semana de Design – Salone del Mobile. Em Paris participa da Fête de la Musique, tradicional abertura do verão europeu com a instalação “Boka Loka” pela bela cidade de Paris. A convite da Piaget, apresenta a série “Cars never die” na Semana de Design – DW São Paulo. No mesmo período apresenta a obra “Carro.ça neon” no Centro Cultural São Paulo na mostra Arte Móvel. Em setembro, inaugurando a Bienal de São Paulo, abre a exposição Split com Daniel Melim na Choque Cultural Itaim – S213, onde participa também com a exposição na primeira edição da Artweekend SP. a convite de Eduardo Srur, participa da performance de desmontagem dos supercarrinhos de supermecados em plena Avenida Juscelino Kubsticheck, fazendo o papel de carroceiro com a obra “Carro.ça neon”, frisando o papel necessário da reciclagem. Para os 91 anos das Belas Artes, Jordão foi convidado a fazer parte do projeto e produziu uma das capas dos livros expostos no museu da instituição. Em novembro participa da segunda edição “Caos on canvas” exposta no MIS – Museu da Imagem e Som SP.
