Exposição: ´Estado do Sítio´
De 11 de fevereiro a 31 de março 2012
Rua João Moura, 997 - Pinheiros, SP
11 3061 4051 - entrada gratuita
Horário de funcionamento: terça a sábado - 12 às 19hs
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Depois de participar da mostra De Dentro e De Fora no MASP, coletivo BijaRi apresenta exposição “Estado do Sítio” na Choque Cultural
Com peças inspiradas nos estados de exceção não declarados e sua presença na vida cotidiana, os artistas instauram suas críticas políticas nas obras apresentadas em “Estado do Sítio” São Paulo, fevereiro de 2012 –
A partir de 11 de fevereiro, a galeria Choque Cultural apresenta a exposição “Estado do Sítio”, do coletivo BijaRi. Em tempos de ocupações e violência policial, a Choque abre as portas para o politizado Coletivo BijaRi discutir as questões que afetam nosso dia a dia e nosso futuro. Pela primeira vez, o BijaRi mostra o seu trabalho dentro de uma galeria, experimentando novas linguagens tecnológicas, como os inovadores mini-mappings. Na exposição “Estado do Sítio”, o BijaRi, conhecido pelos trabalhos de arte pública, intervenções urbanas e video mappings (técnica de vídeo projeção que expande as possibilidades do vídeo tradicional para a tridimensionalidade), transporta essas experiências para dentro da galeria, evidenciando o teor critico que carrega em suas obras. A mostra tem período expositivo de 11 de fevereiro a 31 de março na Choque Cultural.
Masp, 2011
Com 12 trabalhos na mostra “Estado do Sítio”, os artistas do BijaRi apresentam objetos, esculturas, instalações e video mappings que reorganizam artisticamente elementos da vida concreta, específica e privada que se encontra sitiada. A exposição foi organizada como uma cartografia para tempos de guerra. Essa cartografia constituí um território a partir do enfrentamento entre as estruturas de poder e a possibilidade de construção de alternativas transformadoras das formas de convivência. Para compor a mostra, o BijaRi partiu de ações e vivências na cidade de São Paulo. “Percebemos a violência instaurada no cotidiano sendo consentida ao passo que se banaliza e criminaliza de formas resistentes. A exposição ‘Estado do Sitio’ aborda essa condição contemporânea a partir de instalações e objetos, materializa a questão sobre os atuais tempos de guerra”, comenta Rodrigo Araujo, integrante do grupo.
A exposição “Estado do Sítio” ocupa os três andares da galeria Choque Cultural. No térreo o grupo apresenta a visão sobre as tensões existentes no espaço público que, para os artistas, estão prestes a explodir. Já no subsolo da galeria, os artistas instalam a “Ocupalândia” como território autônomo, uma forma de “barricada contemporânea” frente às organizações de vida atual. O andar superior apresenta dois video mappings no qual objetos e espaço são transformados pela imagem em vídeo.

Sobre o BijaRi
Formado em 1997, por arquitetos e artistas, o coletivo BijaRi, composto por Eduardo Fernandes, Geandre Tomazoni, Gustavo Godoy, João Rocha, Maurício Brandão, Olavo Ekman e Rodrigo Araujo, é um centro de criação de artes visuais e multimídia. O grupo é conhecido pelos trabalhos de arte pública, intervenções urbanas e video mapping. Em 2011, entre os trabalhos realizados no Brasil, o BijaRi soma a criação da projeção monocromática mapeada sobre a fachada do Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, durante o lançamento do catálogo da Lumini, empresa especializada em soluções e design de iluminação. No mesmo ano, o grupo também foi responsável pela composição de vídeo mapping no Museu Nacional Honestino Guimarães, em Brasília, durante o projeto Natal Iluminado, do Governo do Distrito Federal e Secretaria de Cultura, que ocupou parte da cúpula projetada por Oscar Niemeyer. Ainda em 2011, o BijaRi participou da exposição coletiva De Dentro e De Fora (de 17 de agosto a 23 de dezembro de 2011, no MASP, em São Paulo). A mostra reuniu oito artistas da Argentina, França, República Tcheca e Estados Unidos, com curadoria de Baixo Ribeiro, Eduardo Saretta e Mariana Martins. O coletivo desenvolveu uma instalação de mapping analógico para o museu.
Durante a composição de suas obras, o BijaRi tem como principal objetivo representar a metrópole e a vida urbana, com foco para os elementos imperceptíveis aos olhos, mas imersos ao cotidianos das cidades, como as tensões culturais agregadas aos espaços públicos, os contrastes que dividem pessoas e recursos materiais, as lutas entre grupos sociais envolvendo o direito à cidade, entre outras causas. Nesse sentido, o coletivo visa agregar aos trabalhos uma compreensão urbanística, onde a cidade e a as principais questões a serem discutidas não são apenas um fundo para suas obras, mas sim protagonistas de sua arte, um suporte que complementa suas diversas criações. Seguindo o contexto político agregado ao pensamento do BijaRi, em 2011, na Colômbia, o coletivo participou do projeto “Contando Con Nosotros” (Contando com a Gente) na Comuna 1 de Medellin, originada pela invasão dos morros ao norte oriente da cidade, por pessoas que fugiram da violência no campo e por aquelas que foram deslocados do centro urbano por questões financeiras. Essa invasão resultou na formação de bairros como Santo Domingo-Sávio, Nuevo Horizonte, Granizal, Popular 1 e Popular 2, que apesar de urbanisticamente unidos, são guetos isolados pela guerra do tráfico. Para aproximar-se à comunidade, o BijaRi buscou o apoio de líderes locais como o arte-educador Manuel Mahecha e também criou a “Caixa Relacional” (objeto manufaturado com papelão, garrafa pet e gravador de áudio/vídeo) com a qual registrou material documental sobre estórias, desejos, segredos e conflitos dos habitantes locais, buscando assim o resgate de uma memória coletiva. O desenvolvimento desse trabalho de campo constituiu na pintura de tecidos com fragmentos narrativos gravados nesses encontros e então instalados sobre os tetos das casas que se situavam no trajeto do Metrocable. Os textos podiam ser lidos tanto de forma independente como também se articulavam num eixo narrativo contínuo, lidos à medida que o público se deslocava no teleférico sobre os tetos do bairro como um livro cujas páginas foram espalhadas sobre a paisagem suburbana.O projeto foi realizado durante o Encontro de Arte MDE11 e apoiado pelo Museu de Antioquia de Medellin.
O BijaRi soma ainda outras exposições em seu currículo, entra elas, em 2011, Live As Form – Creative Times, em Nova York; além de Residência Artística do Conseil Régional d-Ile de France e da Secretaria Municipal da Cultura SP (distrito de Vitry Sur-seine em 2008 e 2009); There Goes The Neighbourhood, (Redfern, Austrália – 2009); FreshLatino - Arquitectos Latinos Emergentes (Instituto Cervantes de Hamburgo – 2009); e Rotor - Public Intervention Festival (Graz, Austria – 2009).

Obra “Granada” - iluminação com leds e programação computadorizada.

Obra “Natureza Morta” - mapping, projeção de imagens sobre instalação/escultura


veja imagens da exposição: http://choquecultural.com.br/blogs/estadodositio/
Mais informações: www.bijari.com.br