Coletiva Choque 2011 | Choque Cultural

Workshoq com o artista Pingarilho


 

Workshoq com Emerson Pingarilho

30 de abril, às 15h - Gratuito - Livre

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Sábado, 30 de abril, Pingarilho realiza o Workshoq “Kinomancia: Cinena pós-apocalíptico brasileiro”, dedicado a sua experimentação frente ao cinema independente. O evento é gratuito e começa às 15h na Galeria.

Conhecido por sua obra geométrico-abstrata, Pingarilho mostra suas referências para as narrativas do vídeo-cinema moderno. Seus estudos são baseados, principalmente, no cinema visual de John Huston, a partir de princípios pictóricos. Serão exibidos dois curtas-metragens inéditos, em caráter de exclusividade (só quem for à galeria poderá assisti-los), além de três outros que já podem ser vistos em seu canal http://vimeo.com/user1195534, Adonai, Hassan Haxan e Videomortal.

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Além das exibições, Emerson Pingarilho irá conversar com o público sobre as narrativas desse cinema independente; desse cinema que pode ser feito sem muito dinheiro, abusando da internet e que se apóiam totalmente na idéia do diretor ou na potência do ator que (nas palavras do artista) “possua certa ‘desabilidade técnica’ e uma ‘urgência’ em filmar”. Pinga neste Workshoq, propõe uma conversa que trata de uma linguagem cinematográfica mais brasileira. “Quero expor minhas idéias e ouvir os presentes sobre as dificuldades em relação ao circuito comercial, além de mostrar como equilibro a minha produção cinematográfica em relação às minhas pinturas, no sentido poético e técnico”.

www.aural.com.br

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Workshoq com o Coletivo SHN


 

Workshoq com o Coletivo SHN de Americana - SP 

Sábado, 23 de abril às 15hs

video-shn.jpg veja aqui

Formado por André Ortega, Daniel Cucatti, Eduardo Saretta – também galerista e curador da Choque Cultural -, Haroldo Paranhos, Kleber Botasso, Marcelo Fazzolin e Rogerio Fernandes aka CDR, o SHN vai fazer uma grande colagem sobre a fachada da Choque no sábado 23.

O projeto da intervenção é baseado na obra Suporte, exposta na Coletiva Choque 2011. Eles colam um pôster sobre o outro e depois os rasgam, transformando imagens figurativas em aspecto rasgado e abstrato.

 gravura-shn.jpg ‘Rabo de Galo’, tipografia 2011

SHN é conhecido por usar serigrafia e ícones visualmente simples. Para este sábado, o coletivo também promete o lançamento da gravura do “copo americano” em três versões, com tiragem de 50 cada. Impressas na Gráfica Fidalga, com clichê de MDF cortado a lazer.  

 fifty-fifty.jpg ‘Fifty/Fifty’, tipografia 2011

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Workshoq com o Coletivo Base V


 

Sábado, 16 de abril a Choque apresenta o Workshoq com o coletivo Base-V, formado por Danilo Oliveira, David Magila e Zansky.   

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O Base-V levará para o Workshoq uma série de matrizes, como carimbos, letraset (letras auto-transferíveis de fácil aplicação), impressos para transferência, entre outros. Os participantes poderão compor suas próprias gravuras usando essas matrizes, gratuitamente. “Levaremos alguns desenhos impressos a laser para fazer transferência com tíner, por exemplo. Então será como uma brincadeira de composição, e um bate-papo sobre processos de trabalho coletivo”, adianta Danilo Oliveira.

http://www.base-v.org/

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Workshoq com a artista Pacolli


 

Workshoq com Pacolli
Sábado, 26 de março, às 15h na Galeria
Rua João Moura, 997, Pinheiros, São Paulo
Grátis - Livre

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Dessa vez, Pacolli é quem mostra seu processo criativo e conversa com o público, a partir das 15h.

“Pretendo mostrar imagens de trabalhos já realizados, além de silkar telas, adesivos e pôsteres. Também quero muito conversar com o público e mostrar mais detalhes da minha criação”, adianta Pacolli. 

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Dog Life, 2009 - acrílica s/ fotografia

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Montagem e Abertura


 

base-v-montagem.jpg Base V

haroldo-shn.jpgShn

fefe-talavera-2.jpgFefe Talavera

pinga.jpgPingarilho

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Coletiva Choque 2011


 

Abertura 19 de março - 14 hs
Galeria Choque Cultural 
Rua João Moura, 997 - 11 3061 4051
Terça a sábado - 12 às 19hs

BASE V - CESAR PROFETA - PACOLLI - PINGARILHO - FEFÊ TALAVERA - SHN 

- obras disponíveis/available

Todo ano a Choque apresenta alguns nomes novos na sua lista de artistas. A Coletiva Choque 2011 mostra a diversidade de linguagem que caracteriza a nova geração, inspirada numa rede de referências muito abrangente:

. do geometrismo abstrato nascido e formado na arte urbana (Profeta);

. à releitura irreverente da imagem inocente dos cartoons de Pacolli, radicada em São Francisco e que será curadora de uma exposição que a Choque apresentará no segundo semestre de 2011, com artistas californianos de vanguarda;

. à fusão da pintura com a arquitetura proposta pelo Base V;

. ao uso das colagens arquitetônicas no site specific do Coletivo SHN;

. à pintura geométrico-figurativa do gaúcho Pingarilho;

. ao universo expressionista de inspiração mexicana nos scratchs (desenhos feitos ranhuras de goivas sobre vidro pintado) de Fefê Talavera;

O trabalho dos seis artistas da mostra apontam para a vontade de estabelecer novos parâmetros de contato com o público e propõe uma experiência única de imersão aos visitantes. Além das telas, desenhos, esculturas, videos, fotografia, os artistas exploram suportes, como instalação, arte ambiente, site specific (obra feita especialmente para a espaço) e intervenções urbanas (no entorno da galeria, nas ruas e imóveis próximos).

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A exposição será acompanhada de encontros dos artistas com o público, workshops com colecionadores, visitas guiadas (dentro e fora da galeria) e lançamentos de gravuras. Esses eventos farão parte da programação da Choque no período da exposição.

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Base V


 

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Sempre Mude o Jogo Quando estiver Perdendo, 2011

O Base-V, atualmente formado por Danilo Oliveira, 29, David Magila, 32, e Zansky, 31, apresenta duas telas e dois murais. O coletivo mostra sua recente produção que usa desenho com carvão e varia a técnica de pintura acrílica - técnica mista. “Na verdade, a questão técnica se adéqua muito ao suporte. Em tela usamos muito tinta acrílica, carvão e marcador e um pouco de spray. Em parede, usamos muita tinta látex, marcador, por vezes stencil e até tinta óleo, esmalte. Fazemos muita serigrafia, assim como arte digital”, explica Danilo Oliveira.

Este grupo de artistas de São Paulo atua desde 2002 e trabalha a partir da experimentação livre e improvisação. Para eles, é muito limitador encerrar uma obra em uma idéia ou conceito, quando muitas vezes o que vale mesmo são as sensações. Contam que o grupo surgiu com a intenção justamente de borrar os limites entre o que pode ser interpretado como “arte” e a “baixa” cultura, a reprodução, o discurso livre, o não-discurso.

O Base-V acredita que, durante a execução, habilidades individuais perdem sua importância. “Portanto, focamos muito mais na criação de um conceito de trabalho aberto, uma abordagem livre das questões autorais”, comenta Danilo Olveira. O resultado final, então, adquire uma identidade nova. A massa revela uma grande variedade de texturas, harmonias, timbres e materiais, onde cada integrante do grupo deixa seu rastro e o próximo o mostra (ou deleta) dentro de um novo universo de referências.  

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Assim como o Coletivo SHN, o Base-V tem na realização de oficinas forte característica, em que dividem com outros artistas e interessados seus conhecimentos artísticos. Em seu currículo, o Base-V concentra diversas exposições, entre individuais e coletivas. Entre as coletivas, destacam-se: RojoNOVA no MIS (Museu da Imagem e do Som), Do Papel ao Pixel na Galeria Marta Traba (Memorial da América Latina) e TRANSFER no Pavilhão das Culturas Brasileiras (Parque Ibirapuera). A individual Basado en Hechos Reales na galeria Hollywood in Cambodia (Buenos Aires) também merece atenção. Participaram, também, de publicações como ”Latino Grafico - Visual Culture from Latin America”, Die Gestalten Verlag, Alemanha, 2010; ”Screenprint Basics - A Complete How To Handbook”, Gingko Press, EUA, 2010; ”Stuffz - Design on Materials” autor: Bigbros Workshop, Gingko Press, EUA, 2009.

www.base-v.org

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Cesar Profeta


 

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Cesar Profeta, mostra pela primeira vez na Choque Cultural, duas telas. Uma delas, de 1,50m x 2,0 m, Raio Dois, nasceu da observação que artista fez de uma São Paulo repleta de raios durante a temporada de chuvas de verão. Segundo Profeta, há até uma mensagem subliminar para intrigar o expectador. Ele, que veio do graffiti, do skate, da cultura do faça-você-mesmo, sugere um resgate as suas raízes criativas em que apresenta um geometrismo abstrato, além de tipologia old school num rico cromatismo que impõe forte impacto no espaço urbano.

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A base da obra de profeta está em pinturas, objetos e esculturas feitos em materiais descartados pela sociedade e usados por ele como suporte, aliados a mascaras de stencil, fita crepe, trena métrica, colagem etc. Desenhos abstratos, formas geométricas e matemáticas que se articulam e se reproduzem, provocam novas combinações e propiciam diversos percursos visuais, que denotam uma preocupação notória na qualidade de suas peças, que vem complementar o processo de amadurecimento do artista. “Não tenho um processo esquematizado; na verdade atuo como que em uma loucura lúcida”, revela o artista.

 Artista plástico independente, Cesar Profeta, 36 anos, nasceu e foi criado em meio às ruas do tradicional bairro da Mooca, em São Paulo Brasil, local onde vive e trabalha atualmente. Sua primeira exposição ocorreu na Mooca, junto do Coletivo Lambdalambs, e hoje seu currículo contém, inclusive, exposições coletivas no MAC-USP e na Alemanha, na Stroke.01 Urban Art Fair Munich. Costuma utilizar o número sete em algumas obras, numa referência à perfeição.

www.cesarprofeta.com

  

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Emerson Pingarilho


 

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Planta Primordial, 2010 

Emerson Pingarilho, 34 anos, apresenta na Coletiva Choque 2011, cinco pinturas em tinta acrílica de tamanhos médios, que completam uma série que vinha desenvolvendo no último ano – uma delas fez parte da exposição Transfer (Pavilhão das Culturas Brasileiras – 2010). Mas o artista ainda garante uma surpresa para essa exposição, que só poderá ser vista na galeria.  

Pingarilho conta que a principal mensagem a ser transmitida em seus trabalhos é o amor. “O homem com amor no coração não possui barreiras, deixa-se levar pela vida”, conta. “As pinturas são apenas janelas pessoais. Em todos os meus trabalhos o princípio do conflito está presente também como afirmação, nos filmes e nos desenhos. A própria pintura geométrico-figurativa é um conflito em si e isso torna as coisas nada estáveis em que o caos é iminente, mas de qualquer forma não há nada que supere o amor, completa o artista.

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Horizonte Navalha, 2010

O processo criativo de Pingarilho é inicialmente antropofágico em que, através da afetividade, o artista se cerca de imagens que o tocam. Há momentos em que sua mente é invadida por lembranças de visões, como um sonho premonitório, pois é o que vai desencadear a idéia para pintura. Emerson costuma discutir sobre seus trabalhos com outros artistas. Com isso, tem mostrado obras em que incorpora aquilo que chama grafismo indígena e o ritualismo que cerca a gênese dessa expressão. “O Metagrafismo é geométrico-figurativo mas não chega a ser pintura pictórica, ela é justamente esse crossover do clássico-moderno-tosco-visionista-bruto”, constata Pingarilho.  

Nascido no Rio Grande do Sul, mas criado em Manaus, Emerson Pingarilho teve uma infância com os dois extremos: o mundo do matagal e do Rio Negro e o mundo dos pampas, das ruínas da colonização. Seu estilo é baseado em influências de índios nativos, animais selvagens e a cultura antropológica brasileira, que se convertem em pinturas e filmes experimentais.

www.aural.com.br

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Fefê Talavera


 

fefe-talavera.jpg Masta, 2008

Fefê Talavera, 31 anos, apresenta uma série de desenhos que são ranhuras sobre vidro pintado, como se fossem scratches de referências ao expressionismo mesclado a referências mexicanas. “Meus trabalhos estão sempre mudando no que se refere à técnica, mas continuam com a mesma essência; são trabalhos feitos praticamente a partir de um sentimento momentâneo e variam entre sentimentos negativos e positivos”, conta Fefe, que usa nanquim, tinta acrílica, madeira raspada e caixas de luz para criar.

fefe-talavera-tentacao.jpg Tentação, 2008

A artista revela que alguns dos trabalhos são muito pessoais, como uma válvula de escape. “Escrevo o que me vem na cabeça no momento e pinto o que sinto. Busco a luz. Já meus monstros de letras são mais divertidos, coloridos e são feitos pra morar na rua ou dentro dos quartos das crianças”, diz.  Fefe Talavera é um dos expoentes da arte urbana contemporânea, com um currículo que abrange sete exposições individuais e 34 coletivas. A artista esteve presente na exposição inaugural da Choque Cultural, Calaveras, e no intercambio de galerias, a exposição Choque Cultural na Fortes Vilaça, Fortes Vilaça na Choque Cultural. A mais recente foi a exposição “Sub Glob II” na Suécia, em 2010.

www.flickr.com/photos/fefe_talavera

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