A Choque Cultural foi fundada em 2003, em São Paulo.

Primeiro surgiu a Editora Choque Cultural, com a missão de estimular o colecionismo latente nas novas gerações, investindo na produção de múltiplos de baixo custo, edições limitadas, numeradas e assinadas de posters, livros, stickers e objetos de arte.

Logo depois, em 2004, a Galeria Choque Cultural abriu as portas do seu primeiro espaço expositivo, numa casa construÃda na década de 40, em Pinheiros, uma casa simples de um ‘bairro operário’.

As primeiras exposições coletivas, a Calaveras, a Catalixo, a Expo-Caçamba, a Erótica e projetos especiais, como a Tela de Metro, a Tela Fatiada ou a Tela de 7 Dias, contribuÃram para determinar algumas caracterÃsticas não-convencionais do projeto: as paredes sempre pintadas, muitas vezes pelos próprios artistas expositores, os preços ao lado das obras e o ambiente informal e participativo, contrastante com o das galerias do tipo ’cubo-branco’.

Nesses cinco anos, a Choque apresentou inúmeras exposições individuais, lançando artistas com grande sucesso de crÃtica, público e mÃdia. Zezão, Nunca, Ciro, Titi Freak, Daniel Melim, Andrei Muller, Kboco, Tinho, Silvana Mello, Pato, Carlos Dias, Fefê Talavera, Tinico rosa, Flávio Samello, MZK, Highraff, Renan Cruz, Speto, Stephan Doitschinoff, Rafael Coutinho, Carla Barth, PJota, Presto, Znort, Magoo, Jotapê, Mariana Martins, Buia, Whip, Yumi Takatsuka, Ramon Martins, Jaca, entre mais de duzentos jovens (e não tão jovens) talentos.

Focada na apresentação de arte para um novo público, a curadoria sempre procurou criar diálogos surpreendentes entre artistas de diferentes gerações, estilos e propostas artÃsticas, colocando lado a lado com as revelações, artistas já consagrados, como os contemporâneos brasileiros Beatriz Milhazes, Ernesto Neto, Adriana Varejão, Luiz Zerbini, Leda Catunda, Janaina Tschape, Leda Catunda, Mauro Piva, Erika Verzutti, Tiago Carneiro da Cunha, os norte-americanos Shepard Fairey, Gary Baseman, Tim Biskup, Shag, Tara McPherson, Adam Wallacavage, Jim Houser, Doze Green, Andrew Brandou, Camille Rose Garcia, Dalek, Jeff Soto, AJ Fosik, Souther Salazar, Mars1, os britânicos John Simpson e Pure Evil ou o mestre Pop dos anos ‘60, Gerald Laing.

 Interessada no desenvolvimento tanto do novo público quanto dos novos artistas, a Choque investiu, desde os primeiros anos, no intercâmbio. Associou-se a galerias e curadores pelo mundo e promoveu muitas exposições, residências e workshops de brasileiros nos EUA, Europa e Japão, em exposições de grande sucesso, como a Ruas de São Paulo em NYC, a Cores da Rua na Inglaterra e as individuais internacionais de Titi Freak, Stephan Doitschinoff, Daniel Melim e Speto.

Em contrapartida, trouxe muitos artistas estrangeiros para mostrar seu trabalho na Choque Cultural, em exposições de grande porte, como a Himegotô e a Japan Pop Show, que mostrou 12 japoneses, a Buenos Aires en Choque, com 10 argentinos, a Made in America e a Americana, com 12 norte-americanos.

Essa nova proposta de galeria de arte atraiu muitos admiradores e abriu, de fato, um novo mercado de arte formado por novos colecionadores, muitos deles jovens com menos de trinta e cinco anos que nunca tinham posto os pés dentro de uma galeria.

Em pouco tempo, a Choque tornou-se referência em assuntos correlatos à Cultura Pop, Arte Urbana, Graffiti, tatuagem, Poster Art, Sticker Art, Low-Brow etc, sendo citada em vários livros importantes sobre esses assuntos, como Graffiti Brasil de Tristan Manco, editado pela Thames & Hudson e o Street Art, the Graffiti Revolution de Cedar Lewihnson, editado pela Tate Modern ou em matérias no New York Times, Newsweek, Art Review, Juxtapoz, BBC, Globo e Reuters.

Apesar da forte conexão com o universo juvenil e todas as subculturas que o envolve, a Choque Cultural não se satisfaz com o rótulo de ‘alternativa’ e procura legitimação para o seu trabalho e dos artistas que representa, participando da Associação Brasileira de Arte Contemporânea e da feira SP Arte, ao lado de importantes e tradicionais galerias de arte.

Parcerias e associações com os principais museus de São Paulo, resultaram em exposições de peso, como a  Território Ocupado, no Museu Afro Brasil e a Novo Muralismo Latino Americano, no Memorial da América Latina, a I/LegÃtimo, no MIS e Paço das Artes.