Japan Pop Show | Choque Cultural

Japan Pop


 

 2008 - 15 março/march 15th - 30 abril/april 15th

A exposição é um vibrante testemunho da diversidade pop-cultural Brasil-Japão. Através do olhar de doze artistas nisseis e japoneses, a coletiva explora as raízes da cultura urbana contemporânea. This big group exhibition shows the diversity in the pop culture between Brazil and Japan. Artists: Yumi Takatsuka & Titi Freak (the hosts), Whip, Kansuke and Taniguchi (from Deco gallery), Rafael Buia, JPS-Dise, Casper, Gachaco, Urata Spancall and Depaster.

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INSTALAÇÕES/installations


 

jps-crew.jpgJPS crew

jps-gachaco-yumi-e-urata.jpgGachaco, Yumi & Urata

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  jps-casper-2.jpgCasperjps-casper-4.jpg

jps-titi-2.jpgTiti Freakjps-titi.jpg

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jps-buia-2.jpg    jps-buia.jpgBuia Buia

jps-ksk.jpgKansuke

jps-gachaco.jpgGachaco

jps-yumi.jpgYumi

jps-urata-3.jpgUrata

jps-whip.jpgWhip

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Cultura pop urbana no Brasil e no Japão


 

. Japan Pop Show é um diálogo entre a arte pop urbana japonesa e brasileira. As múltiplas influências podem ser percebidas nos trabalhos dos 12 artistas presentes na mostra. Três brasileiros e nove japoneses misturam seus trabalhos pelos três andares da galeria. Interessante notar a variedade de técnicas exploradas pelos artistas: madeiras escavadas e aquareladas (Yumi), pinturas a óleo sobre serras de metal (Taniguchi), colagens resinadas (Atsuo), estêncil e silkscreen sobre madeira (Kansuke), spray e canetão direto na parede (Titi Freak)… Cultura ultra-pop com excelência de apuro técnico.

jps-logo.jpg

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video do Metropolis TV Cultura


 

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JPS por Fernanda Ezabella


 

Por Fernanda Ezabella SÃO PAULO (Reuters) - As ruas de Osaka cruzam com as de São Paulo em uma exposição de jovens artistas nisseis e japoneses, na capital paulista, com uma série de trabalhos que incluem técnicas do grafite e ilustrações.

“Japan Pop Show” reúne, a partir de sábado, 12 artistas na Galeria Choque Cultural, uma casa de três andares no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.A variedade de técnicas usadas, muitas vezes aplicadas diretamente nas próprias paredes ou em objetos do cotidiano como um par de tênis, transforma a casa em um grande suporte, dificultando qualquer classificação.

“A rua é o suporte de todos esses artistas”, disse o co-curador Titi Freak, artista paulistano de ascendência japonesa, descrito pela galeria como “formado nos quadrinhos, na street art e nos botecos da Liberdade”.

“O que liga todos esses artistas é essa nova arte, tanto lá (Japão) como aqui (Brasil), que envolve uma ligação bem urbana, como grafite, tatuagem, ilustração.”

Titi Freak, cujos desenhos de pessoas solitárias podem ser reconhecidos pelas ruas de São Paulo, preparava na noite de quinta-feira seu trabalho para a exposição, com spray e canetão em cima de papel de parede rasgado. Alguns quadros ainda seriam pendurados, ao lado de pinturas de figuras humanas.

O artista faz a curadoria da mostra ao lado de sua mulher, Yumi Takatsuka, de Osaka, cidade da maioria dos artistas da mostra, que vai até o fim de abril. Ela exibe suas telas feitas de madeira escavada, lápis e aquarela, nais quais retrata animais domésticos ou ligados à alimentação.

No mesmo “quarto” da casa onde ela pendurava seus quadros também estava a artista japonesa conhecida como Gachaco, com pinturas de figuras femininas, muitas vezes nuas e com grandes lábios, trazendo influência dos mangás e moda de rua.

“Os japoneses não gostam muito; os estrangeiros, os americanos gostam mais”, disse Gachaco em japonês, com tradução de Yumi. “Meu trabalho é muito direto, meio erótico, e os japoneses não estão acostumados a desenhos assim.”

As diferenças
Apesar de ser impossível dizer, só olhando para as obras, quem é local ou japonês, a forma de se trabalhar nas ruas de São Paulo e Osaka é bem diferente.

Segundo Yumi, que se mudou para São Paulo após casar com Titi Freak em 2007, é mais fácil para artistas jovens vender no Brasil do que no Japão.

“Todo mundo fala que aqui é mais legal trabalhar com arte do que no Japão. Todo mundo quer mudar para cá, tem muita energia”, disse Yumi. “No Japão, tem artista demais e pouca oportunidade para vender. Japonês não costuma comprar arte.”

O artista Jps-Dise, o único entre os japoneses que falava inglês, terminava na quinta-feira seu trabalho na parede em frente ao de Titi Freak e era só elogios ao colega.

“Aqui, o estilo é livre, o Brasil usa um monte de cor, bem colorido. A cidade é como amiga do grafite”, disse, citando os grandes painéis da dupla osgêmeos, formada por Otavio e Gustavo Pandolfo, na avenida 23 de Maio. “Em Osaka não, cidade e grafite se confrontam.”

Titi Freak, que passou três meses no Japão recentemente, explica que a fiscalização é mais rigorosa e as câmeras se multiplicam em Osaka.

“Lá você não tem a liberdade que tem aqui, de trocar uma idéia com o dono da parede e fazer um trabalho de dia, ou simplesmente chegar em um lugar abandonado e fazer um trabalho”, disse Titi Freak.

“Isso no Japão não acontece. Cinco minutos que você está ali fazendo seu trabalho vai colar a polícia. Ou é um trabalho de arte autorizado, ou é vandalismo, na madrugada, bem longe das câmeras.”

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