Pode estar passando despercebida…mas estamos vivendo uma revolução artística sem precedentes!
Essa revolução não está acontecendo pelas idéias de um artista genial nem pelo surgimento de um movimento seminal . . . . . . dessa vez a revolução se dá pelo aparecimento de uma nova audiência para as artes plásticas e visuais: o jovem.Talvez, pela primeira vez na história da arte, o público jovem tem um papel realmente importante, capaz de conduzir a arte para um novo patamar.
Seu compromisso interessado e participativo é muito bem exemplificado pela arte urbana e pela tatuagem, duas novas mídias, típicas desse momento de transição, que apontam na direção de novos padrões de relacionamento entre audiência e artista, audiência e obra, audiência e ambiente expositivo.
O protagonismo juvenil na arte atual não é meramente contemplativo. O jovem não é apenas espectador, agora ele também compra arte. São gerações e gerações de jovens que vem sendo preparados para se tornarem colecionadores. Aprendem o colecionismo “brincando” e colecionando toy art, skateboards, stickers, posters, tenis, camisetas e outros ítens de tiragem limitada, customizados e assinados (todos esses são novos termos que distinguem os novos produtos colecionáveis). As novas gerações estão revendo velhos padrões de consumo. Elas são formadas por consumidores/colecionadores, que aprenderam a trocar o sentimento de “culpa consumista” pelo de ”responsabilidade cultural”, que está associada ao ato de colecionar arte.
É com essa perspectiva que começamos a pensar novos modelos de galerias, museus e escolas de arte, que se adaptem às demandas atuais e as futuras. É com essa missão que nasce o projeto Choque Cultural.