Exposição Individual de Thais Rivoire
de 16 de abril a 21 de maio, 2011 - 13 às 18hs
Acervo da Choque
Rua Medeiros de Albuquerque, 250 - Vila Madalena - SP
11 3061 2365 - Entrada Gratuita
- obras disponíves/available art
‘Nada é o que parece ser’, colagem - 2008
Papelzinho Picado é a primeira exposição de Thais Rivoire (pronuncia-se Rivoar), com cerca de 20 peças. Morando em São Paulo desde 2005, vinda de Caxias do Sul onde era odontologista, Thais Rivoire encontrou na colagem o respiro que precisava após sua aposentadoria, além de ter o caos da grande metrópole como inspiração. “Por conta do trabalho do Jaca (marido, também artista plástico), tínhamos um ‘misturador de figurinhas’ em casa e foi na tentativa de orientar esse acervo que comecei a fazer as colagens”, conta a artista.
‘Corte e Costura’
As primeiras experiências de Thais eram mais abstratas e surreais porque utilizava muito do que seu marido dispensava. Hoje, mais intuitiva, já se habituou à abstração de uma obra de arte tanto que decidiu assumir sua primeira exposição com quadros de diversas dimensões e texturas; em algumas delas, vê-se um quê de alto e baixo relevo por conta das camadas de cola que aplica sobre suas figuras. Por vezes, aplica tinta e, em seguida, usa pano pra retirar parte dela e dar um aspecto envelhecido ou gasto. “Para começar a situar a paisagem dos meus quadros, uso uma figura ou uma textura que me chama atenção, mas depois atuo meio que compulsivamente”, revela.
’Reabilitação’
Thais Rivoire busca imagens de enciclopédias, guias telefônicos, imagens da rua e do lixo, revistas novas e antigas em uma narrativa quase kitch, com personagens e brincadeiras. É o caso da obra Tufão, palavra cujo significado a intrigou e fez com que reunisse imagens de pessoas e expressões de terror e outras que pudessem parecer voar. O suporte redondo, que era o acento de um banco, deu o toque final. Ao comentar o uso de imagens de enciclopédia, Thais ainda lembra que o livro era algo de grande apreço antigamente. “Nossos pais não nos deixavam sequer grifar as palavras. Recortar, então, estava fora de cogitação! Hoje, acabo lendo um pouco, mas acabo por recortar mesmo”, brinca.
‘Thais e Jaca’, 2011
http://www.flickr.com/photos/thafon/