A exposição Zezão, fotógrafo abre dia 29 de novembro e segue até dia 24 de dezembro.

 A idéia da exposição é apresentar o trabalho fotográfico do Zezão. Desde a “troca de galerias” com a Fortes Vilaça, em 2006, esse trabalho não é mostrado. Zezão é um artista autodidata, sem educação formal, mas sua proposta artÃstica é bastante complexa, profunda e recorre a múltiplas linguagens plásticas contemporâneas. Zezão é um pintor abstrato que mistura técnicas tradicionais à novas ferramentas, como o spray. Tem um trabalho incrÃvel de abstração caligráfica (aqueles sÃmbolos em tons de azul que são vistos nas margens do Tietê eram letras e se transformaram em arabescos caligráficos abstratos, depois de alguns anos de desenvolvimento). Mas, além destes suportes, Zezão também enfrenta alguns limites midiáticos caros à arte conceitual, assimilados intuitivamente, claro. Por exemplo, seu trabalho de site specific é grandioso, monumental. Ele está mapeando grande parte da cidade “escondida” atrás dos escombros das demolições, dos imóveis abandonados e dos subterrâneos que formam a metrópole de São Paulo. Esse estudo de paisagem urbana é sistematicamente fotografado (e filmado) já há alguns anos e, hoje, compõe um corpo de trabalho denso e robusto. Parte dele será mostrado, em obras fotográficas, pela primeira vez na Choque Cultural. Atenção especial: à s fotos de cenários subterrâneos, feitas nos canais de águas pluviais que desembocam nos rios Tietê e Pinheiros, à s imagens de imóveis abandonados, semi destruidos e eventualemnte ocupados por “sem tetos”, à s fotos feitas em locais lúgubres, embaixo de viadutos, próximo à s linhas férreas e em favelas, muitas vezes com a presença de pessoas que habitam tais locais.
 Algumas imagens (já clássicas):
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