Mariana Pabst Martins nasceu em 1958, em São Paulo, Brasil. Graduou-se em arquitetura e urbanismo na Universidade de São Paulo. A arte sempre foi o eixo principal dos seus projetos e realizações. Os suportes preferidos pela artista são a caligrafia, as artes gráficas e gravações, a colagem e assemblage, além das esculturas e instalações de escala arquitetônica.
Mariana coleciona memórias. A artista é uma acumuladora sistemática de resíduos simbólicos e afetivos, sejam objetos pessoais, reminiscências, embalagens, brinquedos, gemas, xícaras de chá e outras tantas espécies de objetos, que vai agrupando e associando em diversos formatos de colagens.
Atualmente, Mariana dedica-se à assemblage produzida com resina transparente vitrificada onde amalgama suas memórias, criando colagens tridimensionais. A caligrafia está quase sempre presente, como um elemento gráfico muito pessoal, manuscrito que carrega a marca gestual da artista.
A partir das assemblages, Mariana adentrou definitivamente no ambiente escultórico e tem feito experiências com peças maiores, na escala do mobiliário.
Por exemplo, espécie de armário-cômoda contém pequenos dioramas em cada uma de suas muitas gavetas, que podem ser abertas ou fechadas, revelando diferentes situações e cenas imaginárias, repletas de miniaturas. Algo entre a casa de boneca e a maquete de um prédio surreal.
Qual a sua memória mais antiga? “Estou num quarto escuro, no colo da minha mãe e ela está cantando para mim.”
Colecionar memórias e sentimentos
Em 2017, o Senac Lapa Scipião realizou a exposição “Manuscript Replica”, uma retrospectiva da artista. Mariana apresentou trabalhos em suportes bi e tridimensionais, além de intervenções espaciais.
Na exposição, estavam presentes diversas técnicas e expressões artísticas, como a caligrafia, a pintura, a colagem, a assemblage e a escultura, reunidas numa instalação específica para o espaço da galeria.
O principal assunto de “Manuscript Replica” foi a memória, tratada pela artista como o resultado de múltiplas camadas de lembranças sobrepostas em diversas combinações.
A exposição tratou também da colagem, como um processo que lida com a combinação de camadas de conteúdos materiais e simbólicos – e que podem tomar formas distintas.
Colagens de reminiscências gráficas sobre papel com aplicação de caligrafia ou pintura formavam o primeiro conjunto de peças da exposição.
O segundo conjunto apresentava obras com volumes e assemblages, que são colagens tridimensionais, nas quais pequenos objetos são inseridos na resina vitrificada.
O terceiro conjunto era formado por peças do mobiliário transformadas em objetos esculturais. E, por fim, uma instalação de site specific “empacotou” uma das paredes da sala expositiva com a colagem dos cartazes que dão nome à exposição: “Manuscript Replica”.

Currículo Mariana Martins
1969 – Participa de coletiva na A Galeria, São Paulo;
1974 – Participa de coletiva do Colégio Equipe;
Desde 1981 expõe regularmente seu trabalho artístico:
1981 – Novembro – Individual “Diplomas” na Galeria Augosto Augusta, São Paulo;
1982 – Março – Individual “Diplomer” na GröngulaSalen, Estocolmo, Suécia;
1984 – Agosto – Individual “Diplomas” na Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo;
1985 – Janeiro – Coletiva “Semana Paulista de Arte” no Centro Cultural, São Paulo;
1985 – Abril – Individual “Aquarela e Acrílico” na Galeria Rastro, São Paulo;
1985 – Julho – Coletiva e lançamento do álbum “AGRÁFICA” no Paço das Artes, São Paulo;
1990 a 1995 – trabalha no escritório de arquitetura de Moisés Gandelman;
2009 – Abril – Coletiva “Caligrafia” na Galeria Choque Cultural, São Paulo;
2010 – Setembro – Individual “Manuscript Replica” na Galeria Choque Cultural, São Paulo;
2012 – Outubro – Individual “My Back Pages” na Galeria Choque Cultural, São Paulo;
2013 – Agosto – Coletiva “Ponte São Paulo – Juazeiro do Norte” no Centro Cultural Banco do Nordeste, Juazeiro do Norte, Ceará;
2014 – Março – Projeto “Diploma mural”, painel de 3 x 7 metros realizado durante o Gate – encontro internacional sobre educação, em São Paulo;
2014 – Maio – Individual Arabesque na Galeria Choque Cultural, São Paulo;
2014 – Agosto – Individual instalação no Estúdio Lâmina, São Paulo;
2016 – Setembro – Individual ‘O Chá’ na Casa de Chá O Chá na Vila Madalena, Sp
2017 – Junho – individual – Manuscript Replica Senac Lapa Scipião
2018 – Março – Coletivo Choque – Choque Itaim, Sp
2018 – Conexões Urbanas, Sesi São José do Rio Preto, Sp
2018 – Sessenta – Choque Cultural, Sp
2019 – Coletiva Choque 15 Anos, Sp
2020 – Conexões Urbanas, SESI/Fiesp SP
2021 – ‘Os Bons Velhos Tempos’, Choque Cultural
