No dia 24 de janeiro, inauguramos uma exposição que discute outros circuitos de difusão artística, para além das pinturas, esculturas e instalações típicas da arte contemporânea.
Curto-circuito

SOBRE EXPOSIÇÃO
A contracultura dos anos 1960 já apontava caminhos alternativos, como a arte postal, os livros pop-ups de Haroldo de Campos e Júlio Plaza, as maletas do Grupo Fluxus, repletos de badulaques assinados por artistas como Joseph Beuys e John Cage — e as notas carimbadas de Cildo Meireles, reunidas sob o subtítulo “Inserções em Circuitos Ideológicos”.
Nos anos 2000, novas gerações entraram com força na exploração de circuitos alternativos ao mercado e à indústria cultural. Se os “velhões” da contracultura precisaram enfrentar a opressão política de seu tempo, a garotada do novo milênio teve de lidar com as artimanhas das gigantes digitais.
ARTISTA
A Choque Cultural identificou a importância desses movimentos desde o início, apesar de sua invisibilidade para o circuito tradicional da arte. Afirmou o graffiti e a tatuagem como movimentos artísticos relevantes, apresentou lambe-lambes em feiras, produziu coleções de postais, stickers, caixas com objetos do cotidiano transformados em arte e os mais variadas publicações de artista.
A Editora Choque Cultural foi fundamental para recolocação e atualização da produção artística contracultural no Brasil do século XXI. E ajudou a inserir o país no mundo global através das muitas exposições e parcerias estabelecidas em seus 23 anos de atuação. Parceiros como P.O.W (a oficina Pictures On Walls do artista britânico Banksy) que por anos imprimiu gravuras de artistas da Choque como Titi Freak, MZK, Silvana Melo e Daniel Melim; a Gráfica Fidalga, especialista em impressões tipográficas populares em lambe-lambes com a qual fizemos até um livro de xilogravuras; Ou a tradicional Gráfica Almavera, especializada em litogravuras de qualidade. Mas também exploramos as técnicas de impressão mais diversas como linóleo, serigrafia, carimbos, rotogravura, frotagem, clicheria e um grande etcetera.
A exposição Curto-Circuito acende novos holofotes sobre esse assunto. Após o lançamento do livro Supermercado de Arte e os Heróis Marginais, Baixo Ribeiro afirma: “a arte que acontece na periferia do grande mercado está mais viva do que nunca. A contracultura está sendo atualizada, e os artistas estão revendo sua própria inserção nos circuitos ideológicos contemporâneos.”
CONHEÇA ALGUMAS OBRAS DA EXPOSIÇÃO!






