Choque Cultural

A Galeria Choque Cultural está localizada na Alameda Sarutaiá, 206 – Jardim Paulista – São Paulo/SP, entre a Brigadeiro Luís Antônio e a Joaquim Eugênio de Lima. O estacionamento é Zona Azul e possui fácil acesso pelo metrô (Linha Verde). Próxima à Av. Paulista, é uma ótima opção para amantes da arte e apreciadores da cena cultural paulistana.

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OCUPAÇÃO SERRINHA

Mariana Pabst convida Yara Dewachter – uma mostra de assemblagens

Duas artistas que experimentam a assemblage — linguagem dos objetos — e expressam seu desconforto com as hipocrisias que a sociedade patriarcal dedica às mulheres que não lhe são obedientes.

Ambas são fascinadas por bibelôs, estatuetas, miniaturas, taças, xícaras, bonecos e outros objetos de uso cotidiano, mas que têm um espírito próprio, um caráter que tira o objeto da banalidade e o transforma em forma expressiva.

Por exemplo, a porcelana que representa uma cena galante, aquele nobre e  romântico casal enamorado, ricamente vestido e adornado, aparentemente feliz em sua situação. Não é assim que as artistas percebem essa imagem. Para as artistas, essas imagens simplesmente servem de modelo idealizado do casal perfeito. Nem Dewachter nem Pabst acreditam na falsa representação de felicidade estampada com pompa no casal. “Certamente eram casais presos a casamentos arranjados, obrigados a tantas formalidades sociais que não podiam nem soltar um pum em paz”, elas diriam.

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Curadoria
Baixo Ribeiro
Bio
Sobre a artista
Local
Alameda Sarutaiá, 206 – Jardins
São Paulo – SP

SOBRE EXPOSIÇÃO

E mais: Dewachter afogaria esse casal na cera, enquanto Pabst o confrontaria com um casal de “pretos-véi” (imagem do candomblé).

Ambas as artistas colecionam canivetes, adagas, sargentos, ferramentas e armas brancas com as quais estancam a passividade dessa falsa galanteria.

Ambas compõem objetos e criam vocabulários próprios por meio das combinações. Criam contrastes inesperados e diálogos improváveis. Mas as semelhanças acabam por aqui.

Dewachter é econômica nos elementos que dispõe nos seus arranjos e Pabst lida com o excesso e o ruído. Dewachter procura ser direta na abordagem violenta enquanto Pabst é onírica quase-surrealista.

A mostra põe as artistas em diálogo, sem querer que estejam em sintonia ou que falem em uníssono. Ao contrário, as obras estarão conectadas, em processo de interrogação-exclamação e eventualmente em atrito.

As imagens, que essas complexas tramas definem, são quase sempre a de figuras femininas, mitológicas, ou ícones extraídos de um imaginário que Flávia divide com o também artista e companheiro Rafael Silveira.

Nesse imaginário, compreende-se um vasto campo de referências que vão do universo da tatuagem às ilustrações de história natural, botânica e da fauna fantástica dos gravuristas renascentistas; do universo pop e urbano de cartoons, sci-fi e graffiti ao Art Nouveau; dos padrões gráficos de um William Morris às sinuosas linhas de um Victor Horta.

ARTISTA

Mariana Pabst Martins nasceu em 1958, em São Paulo, Brasil. Graduou-se em arquitetura e urbanismo na Universidade de São Paulo. A arte sempre foi o eixo principal dos seus projetos e realizações. Desde 1981, ano da sua primeira exposição, intitulada “Diplomas”, Mariana já apresenta os traços que se tornariam tão característicos de sua produção artística. Mariana coleciona memórias.

CONHEÇA ALGUMAS OBRAS DA EXPOSIÇÃO!

Mariana Pabst e Yara Dewachter

OBRAS DISPONÍVEIS PARA COMPRA!