Duas artistas que experimentam a assemblage — linguagem dos objetos — e expressam seu desconforto com as hipocrisias que a sociedade patriarcal dedica às mulheres que não lhe são obedientes.
Ambas são fascinadas por bibelôs, estatuetas, miniaturas, taças, xícaras, bonecos e outros objetos de uso cotidiano, mas que têm um espírito próprio, um caráter que tira o objeto da banalidade e o transforma em forma expressiva.
Por exemplo, a porcelana que representa uma cena galante, aquele nobre e romântico casal enamorado, ricamente vestido e adornado, aparentemente feliz em sua situação. Não é assim que as artistas percebem essa imagem. Para as artistas, essas imagens simplesmente servem de modelo idealizado do casal perfeito. Nem Dewachter nem Pabst acreditam na falsa representação de felicidade estampada com pompa no casal. “Certamente eram casais presos a casamentos arranjados, obrigados a tantas formalidades sociais que não podiam nem soltar um pum em paz”, elas diriam.




