Às vezes achamos que já se inventou tudo quando o assunto é arte. E, na verdade, a maioria do que se adjetiva como “inovações artísticas” são variantes sobre temas recorrentes, ou seja, são mínimas as mudanças possíveis num campo em que inventar algo realmente novo é quase impossível!
Tec conseguiu inovar. Das suas alquimias no ateliê surgiram algumas novas combinações que ainda não haviam sido experimentadas por ninguém.
Os elementos da combinação já são por si mesmos bem incomuns: (1) colagens videográficas, (2) filmagens em drones com imagens que representam a “anatomia” da cidade e (3) pintura com pinceis sobre telas de TV, computadores e tabletes.
Sozinhos, esses elementos já são sui generis, mas quando se compõem numa de suas obras, eles formam algo verdadeiramente surpreendente. Formam novos suportes e novas linguagens: uma transmutação de objetos eletro-eletrônicos em objetos estáticos como quadros de cavalete. E uma mídia híbrida que se equilibra entre a pintura e o vídeo – (não se definindo nem como só-pintura nem como só-vídeo).
Tec subverte as linguagens do vídeo ao recortar e redesenhar as formas dos frames para compor imagens. E subverte a pintura sobre tela ao trocar a tradicional tela de algodão por uma de vidro, uma TV ou tablete. Quando Picasso, Miró ou Matta pintaram o vidro, eles tinham a natureza estática por trás das pinceladas. Tec atreveu-se a pintar sobre vídeos ligeiros.




