Uma das mais importantes formas de comunicação do ser humano são os sinais feitos com as mãos. O artista Alê Jordão resolveu investigar melhor esse fenômeno comunicativo dissecando o assunto com uma de suas ferramentas prediletas: o humor. E sua inspiração foi o raio X. (Lembrando que o artista teve contatos intensos com as chapas radiográficas para saber se os seus ossos ainda estavam inteiros depois das suas muitas quedas do skate). Curadoria: Baixo Ribeiro.
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Abertura: 05/06/2021
SOBRE A EXPOSIÇÃO
Revisitando antigas situações ortopédicas, Jordão começou a explorar as imagens translúcidas das radiografias – um método de impressão pouco utilizado no universo da arte contemporânea, embora tenha um apelo gráfico tão poético: trata-se de uma reprodução fotográfica impressa em prata sobre uma lâmina de acetato transparente. Jordão explora a tecnologia radiológica na sua essência: a produção de uma imagem que atravessa a camada superficial da pele para focar-se no osso, ou seja, na camada estrutural. Mas o artista não está interessado na primeira visada que se tem das radiografias e suas imagens acinzentadas. Ele ressignifica essa imagem típica através de um processo de reimpressão digital sobre tapeçaria. Veja mais.
ARTISTA
O artista Alê Jordão nasceu em 1973, em São Paulo (capital). Estudou artes visuais na FAAP e design de mobiliário na Domus de Milão. Seu trabalho resulta da exploração do campo entre arte e design, entre o objeto escultórico e o funcional. Jordão iniciou sua vida artística profissional em 2001 e através de pesquisa conceitual, de processos e materiais vem desenvolvendo um trabalho interdisciplinar que discute, principalmente, as relações entre espaço, luz e movimento. Com muitas referências da cultura jovem e a utilização de materiais descartados, alguns inusitados como vidro blindado e tiros, e mais recentemente o uso de neon; Alê concilia o rústico e a leveza colorida da luz e nos faz refletir sobre o espaço e suas relações. Veja mais.
DETALHES DE ALGUMAS DAS OBRAS




