Na exposição DHAMMA, Narcélio destila um concentrado suco de diversos frutos cultivados ao longo de 15 anos de pesquisa e produção artística. As raízes estão penetradas nos campos da cinética, das construções sonoras e da interatividade com o público. De relance, algumas esculturas de Narcélio lembram os “modulators” de Lazlo Moholy Nagy, um dos fundadores da Bauhaus e da arte cinética. Mas numa segunda vista, surgem diferenças fundamentais entre eles: os cinéticos de Nagy são autômatos, máquinas metálicas ligadas na eletricidade, enquanto os cinéticos de Narcélio precisam do contato humano, de alguém que lhes dê corda ou lhes impulsione o movimento. Curadoria: Baixo Ribeiro.
DHAMMA
Abertura: 30/03/2019
SOBRE A EXPOSIÇÃO
Se Nagy preferiria que seus aparelhos pudessem ser operados automaticamente por computadores, (e certamente o faria, se tivesse tido a oportunidade de operar recursos da era digital), Narcélio, mesmo tendo acesso a computadores e aplicativos os mais variados, prefere conferir às mãos do público, o poder de movimentar seus cinéticos, dando-lhes velocidade e ritmos diversos e personalizados. Do mesmo modo que as esculturas de Jean Tinguely, as de Nagy soam barulhentas, robóticas, duras e frias, como os metais das quais são feitas. As esculturas de Narcélio produzem música, sonoridades harmoniosas e, eventualmente, melódicas. Veja mais.
ARTISTA
Narcélio Grud nasceu em Teresina, no estado do Piauí, em 1976, e vive em Fortaleza, Ceará. Formou-se em design pela Faculdade Integrada do Ceará em 2010. Narcélio, desde cedo animava as coisas. Animar no sentido de dar vida, encontrar e expressar a alma dos objetos. Narcélio é um artista-inventor que cria objetos animados, trabalhando em escala urbana ou na escala humana, produzindo obras-máquinas que transformam os ambientes onde são instaladas e provocam a participação das entidades que podem fazer a diferença na construção de um futuro mais equilibrado. Veja mais.
DETALHES DE ALGUMAS DAS OBRAS




