Flávia Itiberê nasceu em Curitiba, em 1984, e passou a infância entre a cidade paranaense e La Plata, na Argentina. Foi na convivência com a avó, entre sessões de costura e passeios pelos armarinhos da cidade, que Flávia tomou gosto pelas linhas, tecidos e bordados. Graduou-se em design de moda, pós graduou-se em modelagem industrial e deu aulas em Universidades.
Flávia foi migrando lentamente da moda para a arte, colaborando cada vez mais intensamente com o pintor Rafael Silveira, com quem divide a criação de Amanda, filha do casal. Desde 2017, a partir da exposição “Circonjecturas” apresentada no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, a parceria aprofundou-se e Flávia chegou a produzir uma grande instalação imersiva que tomava conta de um espaço generoso da exposição.
Parte de sua produção utiliza uma técnica própria, que inclui o uso de entretelas, bastidores e outros instrumentos; e na qual as linhas se cruzam, se colam e se amarram para formar tramas com vazados mais e menos abertos, texturas e desenhos com traços de diferentes espessuras. As imagens, que essas complexas tramas definem, são quase sempre a de figuras femininas, mitológicas, ou ícones extraídos de um imaginário que Flávia divide com Rafael.














